Rosa Lobato de Faria nasceu em Lisboa em Abril de 1932. Poetisa e romancista, o essencial da sua poesia está reunido no volume Poemas Escolhidos e Dispersos, de 1997. O seu primeiro romance, O Pranto de Lúcifer, veio a público em 1995. Seguiram-se-lhe Os Pássaros de Seda (1996), Os Três Casamentos de Camilla S. (1997), Romance de Cordélia (1998), O Prenúncio das Águas (1999), A Trança de Inês (2001), O Sétimo Véu (2003), Os Linhos da Avó (2004), A Flor do Sal (2005), A Alma Trocada (2007), A Estrela de Gonçalo Enes (2007) e As Esquinas do Tempo (2008).
É também autora de diversos livros infantis. Está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias colectâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro.
É também conhecida do grande público como actriz de televisão e cinema.
Em 2000, obteve o Prémio Máxima de Literatura.
Poema
E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.
Rosa Lobato Faria (Actriz, escritora, autora e poetisa portuguesa, 1932-2010 )





5 comentários:
Lindo poema...uma grande poetisa.
Beijinhos
Sonhadora
De uma rosinha à Grande Rosa
A teus pés!
*ÀS FLORES INTERROMPIDAS
Ó Flor interrompida Flor da Vida
Salpicada do sangue multicores
Ouve atende esta súplica prece
Permeia de pacíficos odores
O campo onde se dá acirrada luta
Bruta inglória justa ou injusta
Na mente deste povo refloresce
O mesmo que impediu teu crescimento
Implanta aqui o teu renascimento
Tu que permaneceste germinante
A lâmina em ti não foi fulminante
Fora banhada na água de um amor
Abundante extenso e tão profundo
O maior amor que há nos vastos mundos
Que de tanto te amar e prantear
Murchou ao sol após a tua poda
Era rubra brilhante esplendorosa
A Rosa cujo pranto generoso
Fecundou o chão árido rochoso
Agora honra tão honroso choro
Verte o mais amoroso e fértil pranto
Para que do solo irrompa com encanto
A Beleza esquecida e prometida
Às flores hoje ainda interrompidas*
Poema da Renata
Magnífico gesto, querida amiga Manuela.
Bom Dia sempre!
Grande poetisa, grande Mulher.
A Cultura Portuguesa ficou mais pobre.
Beijinhos
Lourdes
Linda homenagem á Rosinha.
Beijos.
Manuela!
Para outros que não tu e eu
*Jurou-me eterno amor. A noite ia cahindo
E, entre outras phantasias,
Eu disse-lhe sorrindo:
Se Deus surgisse agora, aqui, perante nós
O que é que lhe dizias?
- Que nos deixasse sós...
AUGUSTO GIL*
Beijos*
Renata
Problemas com 7 acabaram-se. Chegou outro que também se acabou. Porque eu decidi. Não gosto de atritos, nem tampouco de conflitos. Nenhuma guerra é justificável.
Bons dias sempre*
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